FORTALEZA
BUSCA POR SERVIÇOS
Ver todos

COLUNISTAS >

Hérnia de disco – Por que devemos ter cuidado com pulos e saltos?

Saiba mais sobre a Hérnia de Disco, uma doença neurológica que pode atingir cães e gatos de diferentes idades, como a Estopinha, a cachorrinha do especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi.

Por - 2 de agosto de 2015

Olá, essa semana todos ficamos surpresos com a notícia que a Estopinha, cadelinha do querido Alexandre Rossi, está com uma hérnia de disco. Por isso, vamos esclarecer um pouco mais sobre esse probleminha de saúde e o seu tratamento!

Também conhecida como Doença do Disco Intervertebral, a hérnia de disco é uma doença neurológica e pode afetar cães e gatos. O disco intervertebral é composto por duas estruturas, o núcleo pulposo (interno) e o anel fibroso (externo).

estopinha-focinhos-urbanos

As hérnias podem ser do tipo I (extrusão) ou tipo II (protusão)*. As hérnias tipo I se caracterizam por uma degeneração do núcleo pulposo que se inicia entre os 6 e 7 meses de vida. Com essa degeneração, o núcleo pulposo é substituído por cartilagem hialina, posteriormente é extruído e comprime a medula espinhal e seus nervos. As hérnias tipo I são típicas das raças condrodistróficas  (aquelas em que os ossos longos dos pés dianteiros e traseiros não atingem o comprimento normal, sendo ossos curtos), como as seguintes: teckel, pequinês, shih tzu, beagle, cocker spaniel, etc.

As hérnias tipo II se caracterizam por uma degeneração fibroide do disco intervertebral. Dessa forma, todo o disco é deslocado de sua posição normal, comprimindo a medula espinhal. É típico em raças medianas-grandes, como os pastores.

Os quadros de hérnia de disco se caracterizam por dor variável, podendo chegar a paraplegia. A Dificuldade de se locomover também pode ser observada inicialmente. Nas raças propensas, a paralisia pode aparecer subitamente.

Uma avaliação neurológica se faz necessária para identificar o local da lesão, focando os exames de diagnóstico na área suspeita, evitando assim ter de radiografar a coluna como um todo. O prognóstico vai depender do quadro, extensão da lesão e sintomas apresentados.

Há opções de tratamento cirúrgico e conservativo a depender de cada caso. Os casos mais graves, onde ocorre paraplegia com perda de dor superficial e/ou profunda, são os casos mais indicados para cirurgia. Animais que conseguem se locomover e que a queixa principal seja dor, indica-se o tratamento conservativo: homeopatia, acupuntura e fisioterapia. Além disso, a terapia com células-tronco tem sido utilizada em associação e tem se obtido excelentes resultados.

Na próxima semana, falarei um pouco sobre o tratamento conservativo da doença de disco intervertebral.

*Atualmente já se fala em um novo tipo de hérnia por extrusão explosiva (tipo III) porém, para compreensão, dei ênfase apenas nas hérnias tipo I e II.

 

SOBRE O COLUNISTA

dr-alison-ximenes-focinhos-urbanos

Médico Veterinário formado na UECE e pós-graduado em Fisioterapia e Ortopedia Veterinária pela UNIP-SP. Trabalha com reabilitação animal e atua nas áreas de ortopedia, neurologia, fisioterapia e terapia celular. Pioneiro no tratamento com células-tronco para pets no Ceará, sendo membro da equipe nacional Curavet®.

Ver todas as suas publicações

 

COMENTÁRIOS

FOCINHOS NAS REDES

Copyright 2017 - Todos os direitos reservados à focinhosurbanos.com.br